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A renovação do Futebol Brasileiro está acontecendo

O momento em que a euforia se transformou em uma interrogação – A seleção brasileira manchava a sua história formidável de grandes feitos com sete páginas sombrias e tornava-se piada. Após a Copa do Mundo, o episódio que impactou também o futebol brasileiro gerou debates em torno da estrutura do futebol no Brasil. O que havia de errado no então intitulado País do Futebol? Como explicar o acontecido? O país, pouco a pouco, vai perseguindo respostas.

A Copa do Mundo de 2014 foi um vexame que serviu para abrir os olhos diante de um sério problema no Brasil: o descaso com o que envolve um jogo. O ‘país do futebol’ nunca foi culturalmente apegado ao estudo do futebol. Era mais vitorioso na base do talento – que a propósito é muito grande por aqui –. Eis que quando os adversários souberam controlar o talento, o futebol brasileiro estagnou-se.

Felipão

As sete páginas sombrias – ou o famoso 7-1 – produz um grande impacto cultural em todas as partes que rodeiam o futebol. Nos clubes, no torcedor e na imprensa. Com certeza foi um fator que mudou o futebol brasileiro de maneira universal. Foi a partir daí que o brasileiro fã de futebol esboçou uma reação e se perguntou o que realmente havia de errado.

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As respostas que ainda são perseguidas, se iniciaram a partir do momento em que enxergaram que era necessário mudar. A copa no Brasil foi o começo de um processo de mudança que gira em torno do futebol até os dias de hoje.

200650.65
200748.6
200848.55
200952.6
201052.9
201150.35
201253.1
201351
201447.5
201551.45
201646.8
201749

A partir de 2006 o campeonato brasileiro passou a ter vinte clubes na disputa, que já tinha o sistema de pontos corridos desde 2003. Baseado nos dados de todos os campeonatos pré e pós Copa do Mundo, foi feita uma análise que consta a média de idade dos treinadores que começaram a temporada nos vinte clubes participantes dos respectivos Brasileirões.
Pode-se tirar boas conclusões através dos dados. É perceptível que dois anos após a Copa do Mundo, a média de idade dos treinadores teve uma queda, embora esse ano tenha obtido um crescimento. Em comparação ao ano passado, para quem acompanha o futebol brasileiro ano a ano, é evidente o ingresso de novos treinadores – alguns ex-treinadores interinos de seus clubes atuais –  que atualmente buscam melhor preparação técnica e tática para se adequar às mudanças que cada vez mais são cobradas no nosso futebol. Zé Ricardo, do Flamengo e Jair Ventura, do Botafogo são exemplos.

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O futebol brasileiro pós-Copa passa por um processo de renovação e de debate constante. Novos treinadores estão surgindo, novos conceitos estão sendo aplicados em nossos times – a exemplo do moderníssimo Santos de Dorival Jr – e o debate, que outrora era raso e subjetivo, vai buscando um teor cada vez mais científico.

Entretanto, é fundamental salientar que o Brasil não começa a evoluir por profissionais mais jovens comandando as principais forças do nosso futebol, mas sim pelo avanço em ideias e conceitos de jogo. Buscamos coisas lá fora e deixamos nosso ufanismo de lado, pelo menos por enquanto. Roger Machado e Rogério Ceni são exemplos, bem como os já citados Jair Ventura e Zé Ricardo; São treinadores que em seu tempo puderam colaborar, formando, de certa forma, uma nova geração para o nosso futebol, que se preocupa cada vez mais com a aplicação prática dos conceitos táticos.

Treinadores campeonato brasileiro

Roger Machado, Rogério Ceni, Jair Ventura e Zé Ricardo.

A Seleção atual

A presença de Tite como treinador da Seleção Brasileira é um fator interessante para esse debate. É possível notar a relevância que o treinador doa para a parte teórica do esporte. O boníssimo desempenho da Seleção desde a sua chegada aliado aos seus resultados positivos motiva e gera mesuráveis debates esportivos.

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Quais são as perspectivas para o futuro?

O ano de 2017 será de longas competições para o futebol brasileiro e com a temporada apenas começando, há muitas expectativas sobre como será o desempenho dos treinadores na temporada. Vale enfatizar que 2018 é ano de Copa do Mundo e o nosso futebol novamente passará por novas experiências – sejam elas positivas ou não – com a nossa seleção e o nosso futebol, que chega diferente e em constante preparação. Será que vai ser diferente? Estaremos de olho.

Sobre o Autor

Letícia Costa

Estudante de jornalismo e fã de futebol.