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Fotos coloridas da Alemanha Nazista antes da Segunda Guerra Mundial

O Partido Nazista não foi apenas uma organização política,  alem disso o Partido Nazista foi uma máquina de propaganda política e psicológica. Escreveu Hitler:

 

“A propaganda política busca imbuir o povo, como um todo, com uma doutrina… A propaganda para o público em geral funciona a partir do ponto de vista de uma ideia, e o prepara para quando da vitória daquela opinião”

Main Kempf, 1926.

Com essas palavras, Adolf Hitler,  pregava a utilização da propaganda política para disseminação de seus ideais que englobavam o racismo, antissemitismo e o repulso ao bolchevismo soviético. Em 1933, com o Partido Nazista se tornando maioria no Reichstag e com Hitler se tornando chanceler em janeiro daquele ano, começou o processo de transformação  e transição da República de Weimar para a Alemanha Nazista. Mas para isso acontecer, seria necessário grande mobilização nacional, enraizada pelo nacionalismo alemão, mitos germânicos raciais e o sentimento de revanchismo advindo da queda do II Reich. O primeiro passo de Hitler, e com certeza um dos mais importantes dessa história, foi o Ministério do Reich para esclarecimento Popular e Propaganda, liderado por ninguém menos que Joseph Goebbels, que para muitos é um dos criadores da propaganda moderna. Com isso, o Ministério abraçava a ideia de garantir que os ideais nazistas fossem transmitidos no cotidiano, com a arte, música, literatura, cinema e imprensa.

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Se parar para pensar, é possível ver sem nenhum esforço que isso foi aproveitado na Guerra Fria, principalmente pelos Estados Unidos, que até hoje utilizam segundas intenções em produção de filmes, livros e etc. Produções como Rambo, Rocky, Sete Anos no Tibet e etc. são claramente produzidas com alicerces ideológicos anticomunistas.

Os comícios de Hitler, impressionam até hoje com a precisão absoluta e a escala dramática do cenário, combinando com as técnicas de oratória. Contudo, além disso os Nazistas perceberam algo muito importante além de grandes discursos, grande agitação; eles perceberam a importância da estética, todas suas cores e símbolos tão minuciosamente estudados e orquestrados, tudo evoca força, poder e sentimentos. Seus símbolos são sedutores, suas cores chamam atenção, esses conjuntos trazem a sensação de grandeza e inspiram paixão. Todos os uniformes dos soldados, suas braçadeiras em especiais, trazem a imagem de um super soldado, imbatível, completamente focado com seu dever.

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As cores, utilizando um esquema preto-branco-vermelho baseado nas cores do Império Alemão, tais cores associadas aos nacionalistas Anti-Weimar, após a queda do Império Alemão. Hitler sabia que tais cores transmitem intimidação e poder, sendo um dos motivos de serem usadas em grande parte da propaganda Nazista. Voltando a citar Main Kempf,  Hitler disse basicamente que “vermelho representa a ideia social do movimento nazista, o disco branco representa a ideia nacional e a suástica negra, usada nas culturas arianas por milênios, representa “A missão da luta pela vitória do homem ariano e, da mesma forma, a vitória do trabalho criativo “.

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As fotos são Hugo Jaeger, ex-fotografo pessoal de Hitler e um dos únicos a utilizar técnicas de cor na época. Esteve com Hitler durante o longo tempo de ascensão e o início da decadência, com o começo da Segunda Guerra. Jaeger enterrou as fotos em 1945, para que não fossem capturadas por soldados inimigos, anos mais tarde voltou ao local e recuperou as fotos. Jaeger acabou vendendo as fotos à revista Life em 1965. Nessas fotos você consegue perceber claramente todo esse cenário, de cores, estética, arranjo e detalhes que impulsionaram grande parte população alemã a “colaborar” com os crimes absurdos cometidos. A propaganda foi uma peça muito importante nessa história que todos conhecemos, obviamente não foi a responsável, mas foi uma ferramenta utilizada no contexto certo, em uma população orgulhosa humilhada com o fim da Primeira Guerra Mundial.